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João Carneiro destaca ousadia e maturidade para colher bons resultados

Piloto da Cajuru Racing tem boas referência e boa base e hoje é destaque em sua categoria

Os principais atletas do mundo tiveram que amadurecer cedo demais para poderem se tornar quem deveriam ser. Sua dedicação ao esporte que amam, os fazer aprimorar sua aptidão e aplicar na prática os ensinamentos. Com apenas 16 anos, João Vitor Carneiro já dá sinais de pertencer a este seleto grupo de atletas. Destaque da Copa Pro Honda CBR 650R, na atual temporada, o arrojado piloto venceu em estreias e hoje credita sua maturidade e ousadia como fatores principais do bom momento que está vivendo.

“Sempre fui bem rápido nos treinos. Apesar de só ter caído uma vez, me arriscava bastante, mas durante as corridas agia por impulso, não usava a cabeça. Queria ultrapassar todo mundo logo de cara, abrir distância, e alguma coisa acabava dando errado. Agora esse ano procuro usar mais a cabeça para correr, ser mais centrado, bolo melhor a estratégia com a minha equipe e vem dando certo”, explica.

João começou cedo na motovelocidade. Aos 12 anos, por meio de um convite de seu amigo Felipe Macan, que hoje é seu companheiro de equipe na Cajuru Racing, fez a seletiva na categoria que mais revela pilotos no cenário atual, a Honda Jr. Cup. Depois de passar na seletiva, Carneiro absorveu rapidamente as dicas do dono da equipe, que ostenta forte nome na motovelocidade nacional, o próprio Cajuru, para estrear da melhor forma.

“Foi muito emocionante. Foi tudo muito novo para mim. Nunca tinha andado na motovelocidade e nos treinos classificatórios eu já garanti a Pole. Na corrida eu abri oito segundos para ganhar, foi a corrida mais especial, jamais esquecerei. Antes da corrida começou a chover e eu nunca tinha corrido na chuva, até comecei a me preocupar um pouco. Mas lembro que parou de chover antes da corrida e abriu o sol, que foi secando a pista aos poucos. Aí eu pedi para o Cajuru me dar uns toques e lembro que ele me falou para ir tranquilo, fazer frenagens leves, não deitar a muito a moto e sair da zebra, por conta da sujeira. Respirei um pouco, fui me acalmando e larguei muito bem. Depois foi só manter meu ritmo”, revive.

Antes de se aventurar na Honda Jr. Cup, o jovem piloto já tinha experiência sob duas rodas. Isso porque seu pai, Diogenes Carneiro, que inclusive foi campeão paulista de motocross, sempre foi uma forte influência para seu filho, que o acompanha desde muito novo. “Com cinco anos meu pai me deu uma minimoto e começou a me treinar. Depois eu falei que queria participar de corridas, foi quando ele me levou para minha primeira corrida de motocross, que eu acabei ganhando também”, conta ao dar risada.

Além da genética que parece ser destinada ao mundo das duas rodas, e a admiração pelos pilotos Valentino Rossi e Marc Márquez, o garoto de Jundiaí, interior de São Paulo, explica que existe outra peça fundamental para seu sucesso: o já citado Cajuru. Adilson Magalhães é nada menos que 3 vezes campeão brasileiro e dono de 20 títulos paulistas. Segundo o piloto de sua equipe, ele está em boas mãos. “Cajuru é meu treinador, sempre me ajudou desde o início. Tento me inspirar sempre nele. Sempre me deu dicas muito boas e me fala o que tenho que fazer para ir melhorando”, afirma.

Hoje, o garoto prodígio corre pela categoria Copa Pro Honda CBR 650R e já ganhou três das quatro etapas que antecederam a quinta em Goiânia. João não esconde sua vontade de levantar seu primeiro caneco, mas também está bem focado com o que quer para o seu futuro. “Meu plano mais próximo é ser campeão este ano da Copa Pro Honda CBR 650R, e, quem sabe ano que vem, quando eu completar 18 anos, entrar na categoria PRO. Depois disso, tenho vontade de correr no exterior, participar de competições internacionais, até chegar ao MotoGP”, conclui.

João Carneiro tem tudo para ser um forte nome nacional no mundo da motovelocidade. O seu talento é claro e nato. Suas bases, como andar de motocross e competir na Honda Jr. Cup, não poderiam ser melhores. Além disso, suas referências, como seu pai e Cajuru, o lapidam para o que está por vir, pois o futuro dele promete ser brilhante.