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“As barreiras de ar salvaram minha vida”, diz piloto após se acidentar durante treino classificatório.

Luís Armando Boechat sai ileso de acidente e credita feito a treinamento e barreiras de ar

Mateus Bezerra,
especial para o SuperBike Brasil*


Quem acompanhou os treinos classificatórios do último sábado (19), provavelmente levou as mãos à cabeça, peito, boca ou teve qualquer outra reação semelhante de espanto e preocupação durante a terceira sessão classificatória da categoria SuperBike / SuperSport Escola. Isso porque Luís Armando Boechat acabou sofrendo um acidente, no qual deslizou na pista, ultrapassou o recuo até se chocar com as barreiras de ar.

Felizmente o piloto da equipe da Motonil Motors está bem e sem nenhum ferimento grave. Mas se engana quem credita que este feito foi sorte ou obra do acaso. Segundo Boechat, graças aos treinamentos e orientações passadas aos pilotos, ele teve uma reação instintiva que pode ter salvado sua vida.

“Quando perdi a frente da moto, a primeira coisa que me veio à cabeça foram as orientações de segurança passadas pelo SuperBike Brasil. Inclusive, no último briefing da etapa passada, o Belmiro (diretor de prova) falou para soltarmos a moto. Enfatizando diversas vezes. Quando percebi que ela subiu na grama, pulei da moto, mas infelizmente a trajetória dela foi a mesma que a minha. Então, quando entrei nas barreiras de ar, a moto entrou por cima de mim”, explica.

Além da reação instintiva, Luís também cita outro quesito fundamental para sua sobrevivência: as barreiras de ar. Este ano foram gastos R$1.500.000,00 em medidas de segurança e implementados mais de mil metros lineares de barreira de proteção. “Se não tivessem as barreiras de ar, eu seria esmagado pela moto com muita força e teria me machucado. Acabei entrando embaixo da barreira de ar, o impacto da moto, que entrou por cima de mim, foi menor. Sai sem nenhum ferimento. Pode se dizer para a estatística do SuperBike, que é mais um que a barreira de ar, instalada pela SuperBike, salvou a vida”, reforça aliviado.

Apesar de ter seguido à risca as orientações do diretor de prova Belmiro Jr., como citado anteriormente nesta matéria, sua Kawasaki Ninja ZX-10R acabou tomando a mesma direção que o piloto. No entanto, ele ressalta, em frase impactante, que ter soltado a moto foi fundamental. “Se eu não largo a moto, não sei se estaria dando essa entrevista agora”.