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    Início » De Santa Catarina para o Superbike: Peterson Pet lidera movimento de formação de novos pilotos
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    De Santa Catarina para o Superbike: Peterson Pet lidera movimento de formação de novos pilotos

    17/08/2026

    A presença de pilotos catarinenses no Superbike vem ganhando força nos últimos anos. Por trás desse movimento está uma iniciativa que nasceu há três anos com o objetivo de criar uma base competitiva no estado e preparar novos talentos para os grandes campeonatos nacionais.

    Peterson Pet, que também possui experiência no Superbike, participou da construção desse projeto desde o início. Em um estado que não conta com um autódromo, a alternativa encontrada foi utilizar os kartódromos catarinenses para desenvolver um campeonato com motos de até 500cc, criando um ambiente de competição e aprendizado para pilotos que sonham em avançar na carreira.

    O Campeonato Catarinense reúne pilotos que já possuem experiência no Superbike e novos competidores interessados em fazer essa transição. Entre os nomes que passaram por esse caminho estão os irmãos Enzo e Valentino Dematte, Daniel Tomelin, Felipe Comerlatto e o próprio Peterson Luiz, que dividem as pistas em Santa Catarina e também se encontram nas etapas do Superbike.

    Enzo Dematte (222) e Valentino Dematte (7). Pilotos da categoria Supersport 400.

    A proposta, segundo Peterson, sempre foi ir além de simplesmente promover corridas. A ideia era criar uma competição capaz de preparar os pilotos para os desafios encontrados em campeonatos de maior porte.

    “A gente buscou fazer um campeonato que prepara os pilotos para grandes campeonatos e incentivamos os pilotos, após terem adquirido experiência, a participar do Superbike, para melhorar ainda mais sua experiência.”

    Ao longo das temporadas, os competidores passaram a desenvolver conhecimentos que vão muito além da pilotagem. Regulamento, organização, trabalho em equipe e estratégia de corrida passaram a fazer parte da formação desses pilotos.

    A experiência adquirida nas competições locais também ajuda na adaptação à rotina de um fim de semana do Superbike, que exige uma preparação mais extensa, com treinos ao longo de vários dias e um trabalho conjunto entre piloto e equipe.

    “Como uma etapa do Superbike exige mais treinos, final de semana todo de treinos, os pilotos e equipes precisam trabalhar em sintonia e atentos aos detalhes, para ter bons resultados nas corridas no domingo”, explica Peterson.

    Esse processo tem criado um caminho mais estruturado para os pilotos catarinenses que desejam chegar ao cenário nacional. Em vez de fazer a transição diretamente para uma competição de alto nível sem experiência prévia, os competidores encontram no campeonato estadual uma oportunidade para acumular quilometragem, entender a dinâmica das corridas e desenvolver sua relação com as equipes.

    “Conseguimos fazer com que os pilotos e equipes de SC participem com uma boa base para os grandes campeonatos, fazem um caminho menos difícil, comparando aos pilotos anteriores que só participavam do Superbike Brasil e não tinham corridas locais para se desenvolver”, destaca.

    Experiência que virou oportunidade para novos pilotos

    A experiência de Peterson no próprio Superbike também foi fundamental para a construção do projeto. O conhecimento adquirido durante sua trajetória no campeonato ajudou na elaboração dos regulamentos, na organização dos eventos e, principalmente, na orientação dos pilotos e equipes.

    “Minha experiência no Superbike ajudou muito em construir o campeonato, criar regulamento, organização de evento e as orientações aos pilotos e equipes para tudo acontecer em sincronia e oferecer uma bela experiência ao público.”

    Mais do que criar uma competição regional, o projeto passou a funcionar como uma ponte para novos talentos. Para Peterson, acompanhar a evolução desses pilotos e vê-los chegando ao Superbike é uma das principais recompensas do trabalho realizado.

    Beto Silva (98) da equipe Moto 14. Piloto da categoria Supersport 400 Escola.

    “Esse trabalho tem sido gratificante, acompanhar pilotos que há pouco tempo atrás não se imaginavam competindo, agora participando do Superbike, em alto nível e até casos de disputa a título.”

    O movimento também reforça a importância de iniciativas que aproximem novos competidores do principal cenário nacional da modalidade. Com uma base cada vez mais estruturada, Santa Catarina passa a ter novos nomes disputando espaço e resultados no Superbike.

    Para Peterson, o caminho exige dedicação e, principalmente, persistência. A mensagem vale não apenas para os pilotos que já estão trilhando esse percurso, mas também para aqueles que ainda sonham em chegar ao campeonato.

    “Quando a gente faz algo que gosta e com dedicação, todo resultado que obtemos é gratificante. Muitas vezes temos de travar algumas batalhas para que possamos alcançar nossos objetivos, a persistência é primordial.”

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    Rafaela Queiroz

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