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Moto da Honda Jr. Cup integra à Coleção Zaninotto e Moto Remaza Collection

Modelo Jr. Cup CG 160 Titan agora faz parte de coleção que tem mais de 130 motos

Mateus Bezerra,
Especial para o site do SBK*


No dia 25 de julho, o perfil do Instagram @colecao_zaninotto divulgou a mais nova moto para a coleção da Coleção Zaninotto e da Moto Remaza Collection. Trata-se da moto Júnior Cup Cg 160 Titan, preparada para pista. Sim, a mesmo moto utilizada na categoria Honda Jr. Cup, do SuperBike Brasil. Mas que coleção é essa? Como surgiu essa ideia e quais motos fazem parte? O portal do SuperBike Brasil conversou com o idealizador Alexandre Zaninotto, que contou com exclusividade a trajetória dessa coleção.

“A gente acabou transformando uma coleção de motos, em coleção de histórias. É uma história que vem acompanhada de uma moto. Foi esse o sentido maior que a gente começou a dar para a coleção”.

Quem visita a loja da Remaza, na unidade da Av. Ibirapuera, 2.948, tem a oportunidade de prestigiar uma coleção repleta de clássicos sob duas rodas. O acervo que começou há aproximadamente 30 anos, tinha como objetivo iniciar sua história com um item que tivesse marcado época.

“A vontade sempre foi ter uma moto que marcou época na história da Honda. E a primeira moto, aquela que mais marca todo mundo, como na Volkswagen é o Fusca, na Honda é a CG”, explica Alexandre.

No entanto, enquanto seguia em sua busca, o paulista, que na época tinha 23 anos, encontrou um outro modelo, que acabou se encaixando perfeitamente em seus planos. “Procurei uma CG. Queria uma 76 ou 77, que foi uma das primeiras, e acabei achando uma CB125, de 1974, de uma moradora que era vizinha da nossa concessionária. Era uma moto nova, sem restauração, bem cuidada, que está até hoje na coleção. Então, de 30 anos para cá, a gente foi comprando modelos e procurando coisas que marcassem a história da Honda e também coisas de que o pessoal viveu naquela época, no final dos anos 70, como XL, CB 400cc, a primeira 750cc. Depois começamos a agregar mini motos, como as mini bikes da Honda. Essencialmente, a coleção é de Honda, assim começou a Coleção Zaninotto”, ressalta.

Assim, seguindo nessa toada, novos modelos foram sendo incluídos no acervo e devido ao grande número de motos, o projeto ganhou um espaço especial em uma das lojas da Moto Remaza. “Ao longo desses anos adquirimos várias motos. Até coleções inteiras de outras concessionárias que também tinham guardado e já não queriam mais. Daí surgiu a ideia, há uns três anos e meio, quando a gente fez o prédio da Remaza, na Av. Ibirapuera, de montar uma exposição no andar de cima, que estava vago. Assim, criamos o Remaza Collection, que é uma derivação da Coleção Zaninotto. Inicialmente, selecionamos 25 motos, e a coleção contava na época com 50, 55 motos. Hoje a coleção tem 130 motos e lá ficam 60, dentro da Remaza”, afirma.

Histórias sob duas rodas

Para Zaninotto, sua rotina ultrapassou a ação de colecionar motos e acabou se tornando o ato de colecionar histórias. “São motos que contam história. Eu canso de falar para o pessoal que na verdade eu comecei a colecionar motos e descobri que na verdade estava colecionando histórias. Porque fiz muitas amizades nas compras dessas motos. Na negociação, na procura de peças, na restauração”, diz.

Além disso, muitas dessas histórias fazem parte da tão querida motovelocidade. “Passado todos esses anos, hoje basicamente a coleção é 80% Honda. A gente tem bastante coisa ligada ao motociclismo, porque desde 87, 88, a moto Remaza é patrocinadora de equipes de motovelocidade. Então tivemos muitos pilotos que participaram com a gente, como Adilson Cajuru, Doca, Alex Barros, em algumas ocasiões. Vários apoios à motociclistas e equipes de motociclistas”, relembra, antes de completar.

“Acabamos preservando um pouco da história também. Apareceu a TZ que foi do Netinho, que ganhou uma etapa do Mundial, em Daytona, em 83. Têm várias motos dos pilotos aqui que correram no Brasil, como do Tucano, do Bira, que era de Curitiba, que tinha uma TZ também. Então temos várias TZs da Yamaha.  Temos moto do Vail Paschoalin, uma réplica da Fórmula Yamaha, da Fórmula Honda, que foi a primeira moto de corrida da Honda”.