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    Peterson “Pet” encara novo desafio na SuperBike Master

    28/09/2026

    Após anos de experiência em diferentes categorias, piloto destaca competitividade do novo grid, mudanças no equipamento e o trabalho conjunto com a equipe para buscar vitórias

    A chegada de Peterson à SuperBike Master em 2026 representa mais um capítulo de uma trajetória construída ao longo de diferentes categorias do SuperBike Brasil. Desde sua estreia, em 2016, o piloto passou por grids de 1000 Light, SuperStock 1000, Superbike Light e EVO até chegar à Master.

    Ao longo desse caminho, vieram pódios, disputas por títulos e, principalmente, experiência para enfrentar novos desafios. Agora, diante de um grid formado por pilotos rápidos e experientes, Peterson trabalha para adaptar sua pilotagem e extrair cada vez mais desempenho da moto.

    Uma trajetória construída no SuperBike Brasil

    A história de Peterson no campeonato começou em 2016. Sem experiência anterior em competições, ele encarou diretamente o grid da 1000 Light, que naquele ano reunia 45 motos.

    A experiência foi desafiadora. Por isso, no ano seguinte, o piloto disputou o Campeonato Paranaense com o objetivo de ganhar experiência e se preparar melhor para retornar ao SuperBike Brasil.

    Em 2018, Peterson voltou ao campeonato para disputar a SuperStock 1000. A temporada marcou um dos momentos mais importantes de sua trajetória: ele participou de todas as etapas, conquistou pódio em todas elas e chegou à última corrida ainda na disputa pelo título.

    “Foi uma super temporada pra mim, disputando todas as etapas, pódio em todas elas e briguei pelo título até a última etapa. Acabei ficando vice-campeão da categoria por poucos pontos, mas com um sabor de conquista.”

    Nos anos seguintes, o piloto seguiu sua evolução na Superbike Light. Depois, chegou à categoria EVO, onde manteve bons desempenhos e seus melhores tempos de pista.

    Com a possibilidade de competir na Master, Peterson e sua equipe passaram a planejar a temporada de 2026 também pensando na formação de um grid completo de pilotos nas categorias de 1000 cilindradas.

    Um novo grid, mas o mesmo nível de desafio

    A mudança para a SuperBike Master não representou uma redução na intensidade da competição. Pelo contrário, Peterson encontrou uma categoria formada por pilotos rápidos e experientes.

    Além disso, o grid reúne competidores das categorias Master, Light e Rookie. Na pista, entretanto, as diferenças de categoria ficam em segundo plano quando a disputa começa.

    “É um grid maior, com mais pilotos das categorias Light e Rookie. Todos são ótimos pilotos e, quando estamos na pista, não tem diferença de categoria, todos querem vencer.”

    Dessa forma, a estratégia também ganha importância. Para Peterson, não basta pensar apenas no desempenho de uma corrida. É necessário considerar a pontuação e o campeonato como um todo.

    “O desafio é enorme e as estratégias têm de ser sempre bem afinadas para pensar na pontuação do campeonato na categoria.”

    Competitividade que exige evolução

    A experiência na Master também trouxe uma nova perspectiva sobre o nível dos pilotos. Segundo Peterson, a categoria se tornou bastante competitiva, proporcionando disputas intensas com os pilotos da Light.

    Ao mesmo tempo, a experiência anterior na EVO, quando dividia o grid com pilotos da categoria Pro, continua servindo como referência. Naquele cenário, acompanhar os competidores profissionais exigia uma busca constante por evolução.

    Agora, na Master, o desafio é diferente, mas a necessidade de continuar melhorando permanece.

    “Mudar para a categoria Master não significa relaxar ou não ser rápido. Mesmo vindo de um grid da Pro, precisei continuar os desenvolvimentos para andar em alto nível.”

    Para Peterson, essa é uma característica do próprio SuperBike Brasil.

    “Não existe um grid fácil no Superbike Brasil. Todos têm grandes pilotos e quem chega tem de ter em mente que os desafios sempre serão os maiores.”

    Preparação física e uma nova configuração da moto

    A busca por desempenho também acontece fora da pista. Para competir nas categorias de 1000 cilindradas, Peterson considera a preparação física fundamental. Na Master, essa necessidade ganha ainda mais importância.

    Ainda assim, o piloto brinca que a diferença de idade em relação aos competidores mais jovens não significa abrir mão da disputa.

    “A preparação física é obrigatória para competir nas categorias 1000cc, na Master ainda mais, pois já não somos mais tão jovens assim. Porém, a gente não deixa a desejar aos jovens e garotos, estamos sempre perto. Se eles derem bobeira, a gente vai pra cima.”

    Além da preparação física, 2026 também trouxe uma mudança importante no equipamento. Peterson vinha utilizando uma moto mais próxima da configuração original. No meio da temporada, porém, a equipe teve a oportunidade de trabalhar com uma configuração de eletrônica racing.

    O novo sistema trouxe uma série de possibilidades de desenvolvimento. Desde então, piloto e equipe passaram a trabalhar no ajuste do conjunto, com apoio da Alpha Racing, da Alemanha, e da Tom Racing, de Curitiba.

    “É tudo novo, e estamos desenvolvendo o setup com o time. Estamos evoluindo, com expectativa de melhorar mais nas próximas etapas e colher os frutos desse trabalho.”

    Mudanças necessárias durante a temporada

    A necessidade de evolução ficou clara desde as primeiras etapas. O grid apresentou um ritmo elevado logo no início do campeonato e, segundo Peterson, isso exigiu mudanças tanto na pilotagem quanto na configuração da moto.

    Por isso, a equipe passou a rever as estratégias de treinos e corridas. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da eletrônica passou a fazer parte desse processo.

    “Logo nas primeiras etapas percebemos que precisávamos melhorar o desempenho, seja na pilotagem como também no setup da moto.”

    O trabalho continua ao longo da temporada. Para Peterson, os ajustes realizados agora têm como objetivo permitir que os resultados apareçam nas etapas seguintes.

    Recuperação, confiança e trabalho em equipe

    Além das mudanças no equipamento, Peterson precisou lidar com outro desafio durante sua preparação para 2026. No ano anterior, o piloto passou por lesões e fraturas, o que tornou o processo de recuperação mais longo.

    Somada às mudanças no equipamento, essa recuperação aumentou a complexidade da temporada. Ainda assim, o trabalho conjunto com a equipe ajudou Peterson a identificar pontos de evolução.

    “Sou grato à equipe que tem me ajudado a entender os pontos que preciso melhorar na pilotagem e juntos temos progredido nas configurações.”

    O processo também trouxe de volta uma sensação importante para qualquer piloto: confiança para acelerar.

    “Me deixa bem animado para entrar na pista e acelerar forte e com confiança.”

    Construir também é vencer

    Ao olhar para o início da temporada, Peterson reconhece que as mudanças necessárias tiveram impacto nos resultados. Em vez de concentrar o trabalho apenas nos resultados imediatos, o piloto passou a enxergar cada etapa como parte da construção do restante do campeonato.

    Assim, coletar informações, entender o equipamento e planejar os próximos passos também passaram a fazer parte da rotina.

    “Passei a concentrar na construção durante o restante da temporada, coletar as informações e planejar para as etapas que virão pela frente.”

    Essa perspectiva também mudou a maneira como Peterson enxerga os próprios avanços. Para ele, perceber a evolução do equipamento e do trabalho realizado pela equipe representa uma forma de vitória.

    “O legal é perceber que isso também são vitórias, ver que estamos evoluindo e que o equipamento está a cada etapa ainda melhor.”

    Ajustar a pilotagem para buscar novas vitórias

    Agora, com o desenvolvimento do equipamento avançado, o próximo passo está na própria pilotagem. Peterson pretende adaptar sua técnica ao comportamento da moto para conseguir aproveitar melhor o desempenho e o controle oferecidos pelo novo conjunto.

    “Agora que estamos no final dos ajustes de setup, é melhorar a técnica de pilotagem que preciso adequar ao comportamento da moto na pista e extrair o que ela oferece no desempenho e controle.”

    O objetivo, portanto, permanece diretamente ligado à competição: continuar disputando na frente e buscar vitórias na categoria.

    “Com isso vamos ter boas etapas e continuar na luta por vitórias na categoria.”

    Depois de uma trajetória que começou em 2016, passou por diferentes categorias e acumulou pódios, disputas por títulos e mudanças de equipamento, Peterson chega à reta final de 2026 diante de mais um processo de evolução.

    Na SuperBike Master, o desafio continua sendo grande. E, para o piloto, cada ajuste, cada treino e cada disputa fazem parte da construção necessária para voltar à pista ainda mais preparado.

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